Rapaz de 22 anos faz crochê inspirado na avó e ganha dinheiro pela internet

Um rapaz usou todo o amor pelo crochê para manter a memória da avó viva e ter uma renda também. Samuel Alves de Melo, de 22 anos, aprendeu os primeiros pontos ainda na infância. Morador de Guapiaçu, no interior de São Paulo, ele produz as peças artesanais e vende principalmente pela internet.
O interesse surgiu dentro de casa, ao observar a avó paterna trabalhando com linhas e agulhas. O que começou como curiosidade virou prática constante e, com o tempo, uma fonte complementar de renda, conciliada com o trabalho noturno em um hotel.
Hoje, Samuel confecciona diferentes tipos de peças, atende encomendas variadas e mantém uma rotina em que o crochê está presente tanto no trabalho quanto fora dele.
Interesse ainda na infância
O contato inicial de Samuel com o crochê aconteceu por meio da convivência com a avó, que costumava passar o tempo produzindo peças em casa. Ele conta que observava o trabalho, mas demorou a pedir para aprender, por receio de como isso poderia ser visto.
Aos 11 anos, a curiosidade falou mais alto. Sem agulha, ele tentou reproduzir os pontos apenas com barbante e as mãos. A mãe percebeu a tentativa e decidiu comprar o material necessário para que ele pudesse aprender corretamente.
As primeiras orientações vieram de uma vizinha, que já trabalhava com crochê e tricô. A partir desse primeiro contato formal com a técnica, Samuel seguiu praticando e ampliando o repertório de pontos e modelos.
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Primeiros clientes
Com o tempo, Samuel passou a produzir diferentes itens, como bolsas, amigurumis, chaveiros, sapatinhos, tops e sousplats. À medida que as peças ficavam prontas, pessoas próximas começaram a demonstrar interesse em comprar.
Esse movimento ajudou a mostrar que o crochê poderia ir além de um passatempo. As vendas começaram de forma espontânea, impulsionadas por indicações e pela circulação das peças entre conhecidos.
Segundo Samuel, a procura foi constante desde o início, o que permitiu transformar a atividade em uma renda complementar, sem abandonar o emprego fixo.
Relação com a avó
Samuel e a avó não chegaram a crochetar juntos, mas ele considera a relação com ela um dos principais vínculos ligados à atividade. A avó chegou a ver algumas peças produzidas pelo neto e fez pedidos específicos, demonstrando interesse pelo trabalho.
Ana, a avó paterna, faleceu há seis anos, pouco tempo depois de pedir uma bolsa feita por ele. Mesmo assim, Samuel relata que ela acompanhava a evolução das peças e gostava de ver o resultado.
O apoio familiar continuou ao longo dos anos. Ele cita o incentivo da irmã mais nova e o interesse de outros parentes, que acompanham a produção e ajudam a divulgar o trabalho.
Trabalho noturno
Atualmente, Samuel trabalha à noite em um hotel. Durante os períodos mais tranquilos do turno, ele aproveita para crochetar e, em alguns casos, apresentar as peças aos hóspedes, o que também gera vendas.
Ele afirma que aceita encomendas variadas e procura aprender técnicas novas sempre que surge um pedido diferente. Para isso, recorre a vídeos e tutoriais disponíveis na internet.
Peças menores costumam ser finalizadas no mesmo dia, enquanto as maiores levam até dois dias. Desde que começou, Samuel calcula já ter produzido mais de mil itens.
Vendas online
A maior parte das vendas acontece pela internet, onde Samuel divulga as peças e recebe encomendas diretas. Ele afirma que a demanda costuma ser constante e que raramente fica sem pedidos.
O crochê também faz parte da rotina fora do trabalho. Amigos e visitantes comentam que a atividade está sempre presente no dia a dia, alternando com outros hobbies.
Para Samuel, o crochê se consolidou como uma prática regular, integrada à rotina e ao sustento, sem mudanças bruscas, mas com crescimento gradual ao longo dos anos.
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