Nova vacina experimental contra HIV, em dose única, ensina o corpo a se defender da doença; pesquisa

Fantástico! Pesquisadores dos EUA testaram a nova vacina experimental contra o HIV, em dose única, e ela conseguiu acionar o sistema de defesa do corpo com sucesso.
Os testes animadores foram feitos em animais e o imunizante fez com que anticorpos específicos contra o vírus fossem produzidos algumas semanas após a injeção.
O resultado foi publicado na revista Nature Immunology e chamou a atenção porque pode trazer um esquema de vacinação mais simples para uma doença que ainda não tem imunizante aprovado.
Como funciona a vacina
O estudo foi conduzido por especialistas do Instituto Wistar, em um centro dedicado ao desenvolvimento de vacinas e imunoterapias. A nova vacina, chamada WIN332, foi construída com foco em uma parte específica da estrutura externa do HIV.
O vírus utiliza uma proteína de superfície, conhecida como Env, para se conectar às células do organismo. Dentro dessa proteína existe uma região chamada Glicano V3, que, segundo os autores, apresenta menor variação entre diferentes linhagens do vírus.
A vacina apresenta ao sistema imunológico uma forma de “ensinar” o corpo a mirar em um alvo que muda menos, o que aumenta a chance de bloquear diferentes variantes em circulação.
Leia mais notícia boa
- Anvisa aprova novo medicamento para prevenção do HIV: é semestral
- OMS reconhece: Brasil zerou a transmissão do HIV de mãe para filho
- Aids: cientistas descobrem anticorpo que neutraliza 98% das variantes do HIV
Apenas uma dose
Essa nova vacina experimental norte-americana vai competir com outas plataformas, como RNA mensageiro e vetores virais, que também avançam em estudos paralelos.
A grande novidade é que ela conseguiu resposta imune específica contra o HIV com apenas uma dose, o que anima a comunidade científica.
Dificuldades para criar uma vacina eficaz
Há 40 anos cientistas tentam criar uma vacina contra HIV e a dificuldade acontece porque o vírus muda muito, sofre alterações constantes no seu material genético e isso modifica partes das proteínas presentes em sua superfície.
Esse comportamento faz com que anticorpos formados contra uma variante possam não reconhecer bem outras versões do vírus.
Além disso, o HIV compromete justamente células envolvidas na coordenação da resposta imune, o que adiciona uma camada extra de complexidade.
Aí, mesmo quando o organismo produz anticorpos, o vírus encontra maneiras de escapar e se esconder em reservatórios de difícil acesso.
Os novos testes
Nos testes, macacos rhesus receberam uma única dose da vacina experimental.
E os testes, feitos em laboratório, entraram neles anticorpos capazes de neutralizar o HIV.
A resposta foi descrita como moderada, mas com um fator relevante: os anticorpos reconheceram formas do vírus semelhantes às encontradas fora do ambiente experimental, o que costuma ser um desafio em pesquisas dessa área.
Esse comportamento sugere que o foco em uma região específica da Env pode ser um caminho útil para futuros imunizantes.
Além disso, os pesquisadores observaram indícios de que a vacina estimula rapidamente as células B produtoras de anticorpos, o que, em teoria, pode favorecer uma proteção mais ágil logo após a aplicação.

País tem recorde na colheita de batata e distribui excedente para a população
Pais de bebê girafa beijam o filhote recém-nascido e vídeo fofo emociona as redes
Professora brasileira é eleita a mais influente do mundo, em Dubai
Cachorros treinados conseguem farejar câncer antes de a doença aparecer; pesquisa
‘O Diabo veste Prada 2’: sai trailer oficial; personagens icônicos de volta
Adolescente de 13 anos nada 4 horas em alto-mar e salva família à deriva; herói
Caneta emagrecedora semaglutida reduz risco cardiovascular; aprovada pela Anvisa
Começa Semana de Cinema com ingressos a R$ 10; veja os filmes
Jovem entra na enchente e salva caramelo que seria levado pela água; vídeo
Orelha: como software francês ajudou a localizar autor da agressão ao cachorrinho