Cadeirante cruza chegada em maratona caminhando com exoesqueleto

A sargento aposentada Theresa Vereline, de 65 anos, quebrou os próprios limites e se tornou a primeira mulher com paralisia a completar, de pé, a maratona de Nova York.
Theresa deixou de lado a cadeira de rodas e também se tornou a primeira veterana do mundo a completar a prova com um exoesqueleto.
“As palavras não podem expressar os sentimentos que tive cruzando a linha de chegada. Este foi um sonho meu, e espero poder servir de inspiração para outras pessoas, para que também consigam o que parece impossível, especialmente todas as crianças deficientes que conheço em todo o país”, disse Vereline em comunicado à imprensa.
Ela cruzou de pé a linha de chegada no mês passado e fez todo o circuito de 41 km na cidade de Nova York em 3 dias.
Vereline caminhou 16 km no dia 1º de novembro, outros 16 km no dia 02 e pra completa mais 9 km no dia do encerramento, sob a supervisão dos New York Road Runners, os organizadores da maratona.
O exoesqueleto
O traje exoesqueleto do ReWalk 5.0 foi projetado para ajudar os paraplégicos a se movimentarem com a ajuda de muletas para equilíbrio.
O Departamento de Assuntos dos Veteranos dos EUA estabeleceu uma política nacional de compras para os funcionários aposentados que são elegíveis para receber um dos dispositivos que transformam a vida deles.
Vereline, que perdeu os movimentos do corpo em 2011, foi a primeira a receber um dispositivo, após a liberação da FDA.
Ela viajou pelo mundo para falar sobre o impacto que o exoesqueleto teve em sua vida e saúde.
“Estamos incrivelmente orgulhosos dela. Sua conquista na maratona e seus esforços para ajudar outras pessoas com deficiência são inspirações para todos nós ”, disse à CNET Andy Dolan, vice-presidente de marketing da ReWalk, em uma troca de e-mails.
Os exoesqueletos terapêuticos estão começando a atrair muito dinheiro em pesquisas, com empresas de robótica como ReWalk, Ekso Bionics, Rex Bionics e SuitX, todas oferecendo modelos para ajudar as pessoas com lesões na medula espinhal a se moverem novamente.
Benefícios
Pacientes com lesões na medula espinhal geralmente requerem muito mais cuidados de rotina do que outros.
Eles sofrem de risco aumentado de doenças cardiovasculares, infecções do trato urinário, perda de densidade óssea, dor crônica e úlceras por pressão.
Ser capaz de se levantar e andar, por mais instável, aumenta a circulação sanguínea e a ingestão de oxigênio, normaliza e melhora a função ventricular e pode fortalecer a saúde cardiovascular.
Assista ao momento da chegada de Vereline:
Com informações do GNN
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