Voo da United Airlines faz história com combustível de espiga de milho

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Um caminhão de combustível perto de um avião da United Airlines no Aeroporto Internacional O'Hare que fez um voo de demonstração com passageiros para Washington, DC Foto: Michael Puente / WBEZ
Um caminhão de combustível perto de um avião da United Airlines no Aeroporto Internacional O'Hare que fez um voo de demonstração com passageiros para Washington, DC Foto: Michael Puente / WBEZ

Um voo da United Airlines entrou para a história da aviação nesta quarta-feira, 8, com combustível de restos de caule de milho.

É o primeiro jato em voo comercial de passageiros movido a combustível 100 por cento vegetal, biocombustível projetado pela Virent, com material derivado de resíduos agrícolas como espigas de milho e talos. Ele viajou de Chicago O’Hare para Washington DC Reagan National, nos EUA.

“O voo de hoje não é apenas um marco significativo para os esforços de descarbonização de nossa indústria, mas quando combinado com o aumento nos compromissos de produção e compra de combustíveis alternativos, estamos demonstrando como empresas podem se unir e desempenhar um papel na abordagem do o maior desafio de nossas vidas ”, disse o CEO da United, Scott Kirby, em um comunicado na quarta-feira.

A legislação atual permite que as aeronaves sejam movidas apenas com 50% de combustíveis renováveis. Após completar um voo de teste sem passageiros em outubro, a Virent e United foram autorizadas a abastecer o avião inteiramente com o biocombustível.

Resultados

Conhecido como “querosene aromático sintético”, o combustível da Virent transforma os açúcares das plantas em óleo por meio de um processo patenteado de várias etapas que reduz as emissões de gases de efeito estufa quando queimado em vôo em cerca de 50%.

Os indicadores de desempenho, segundo a empresa, foram os mesmos dos combustíveis fósseis.

Uma das principais vantagens do Virent são as semelhanças químicas com os combustíveis para aviação à base de petróleo em termos de ponto de ebulição, estabilidade térmica e pontos de congelamento.

Isso significa que os biocombustíveis podem simplesmente substituir os combustíveis fósseis, mas sem substituir qualquer parte da infraestrutura.

A aviação às vezes é citada como sendo responsável por de 2% a 2,5% das emissões globais de gases de efeito estufa, outros estimam que seja 5 por cento da emissão de CO2.

Produção acelerada

A pesquisa ainda está em fase de desenvolvimento, e é financiada principalmente pela Marathon Petroleum de Delaware como forma de transição para uma estratégia de produção mais neutra em carbono.

A United Airlines fará parceria com a Virent, porque espera alcançar a neutralidade em carbono até 2050 e a Virent espera anunciar a comercialização do combustível nos próximos meses.

Com informações do GNN