Tatuadora de 106 anos, mais antiga do mundo com técnica própria, está na Vogue

A tatuadora mais antiga do mundo aparece impecavelmente vestida, com muita cor, anéis nos dedos, batom e o cabelo longo, languidamente amarrado. É uma mulher, de 106 anos!
Orgulhosa, ela exibe a arte em si e nos outros. Também transmite o que sabe para as descendentes. E, segue sendo referência na arte da tatuagem. Ela tem uma marca que é a assinatura da obra: três pontinhos.
A filipina Apo Whang-Od virou capa da famosa revista de moda Vogue México e Vogue Austrália. Não à toa. Nas redes sociais, as fotos da arte indígenas da filipina é puro sucesso: são traços perfeitos que reproduzem a história secular dos povos originais daquela região.
Uma tradição
Aos 16 anos, Apo aprendeu a arte da tatuagem com o pais e se tornou a primeira mulher a tatuar as tradicionais batok.
Passou a viajar pela província de Kalunga para ajudar a tatuar as comunidades com os símbolos sagrados dos antepassados.
Para os povos originais das Filipinas, a tatuagem tem um significado muito especial, bem mais do que artístico é parte do ritual de passagem tanto para os homens, como para as mulheres.
Os homens quando tatuados passam a se tornar guerreiros de “caça-cabeças” — uma prática ancestral em que se guardavam as cabeças dos inimigos depois de mortos.
Para as mulheres, a tatuagem era uma forma de evocar a fertilidade e a beleza. Apo Whang-Od tatuou sobretudo mulheres, porque a prática de guerrilha foi banida do país no início do século XX.
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História
Há cerca de 100 anos, as mulheres que não eram tatuadas eram consideradas imperfeitas, mas não demorou até que a situação se invertesse.
Quando os norte-americanos chegaram àquela região, obrigaram as jovens a tapar os braços com mangas compridas, para puderem frequentar as escolas. Por isso, ser tatuada tornou-se um motivo de vergonha.
Entre os habitantes da província e os membros da tribo, a prática foi caindo em desuso, mas ganharia fama internacional, o que ajudou a recuperar o ofício, tornando-o uma forma de arte.
Os mambabatok, como se chamam os tatuadores, só conseguem passar a sua arte por meio da gravação no corpo, que se faz com recurso a um pau de bambu com um espinho na ponta.
Assinatura
Apo Whang-Od tem uma técnica de assinatura. Pica a pele cem vezes por minuto até criar três pontos repletos de tinta (e sangue).
Apesar do risco de uma infecção, há quem viaje de todo o mundo para ser tatuado pelas mãos da centenária. São necessários apenas cinco minutos para completar a obra, mas quem é tatuado garante que a dor é “muito superior” à de uma enorme tatuagem ocidental.
Antigamente, o momento de tatuar era acompanhado de alguns rituais, como cantos tradicionais e o sacrifício de uma galinha.
Atualmente o processo é outro. “Fui a primeira criança a aprender a tatuar Só observei o que ela [Apo] fazia”, conta Grace, de 26 anos, sobrinha-neta da tatuadora. Quando Grace foi para a faculdade em 2015, a tia-avó ensinou outra jovem, Elyang.
Na família, são três mulheres tatuadoras: Apo e as duas pupilas. Elas contam ter dificuldade em conseguir responder a todos os turistas que as procuram. Os três pontos de assinatura de Whang-Od representam as três artistas.
Parte do trabalho de Apo está nas redes sociais.
Com informações de O Público.

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