Nova espécie de árvore é descoberta na Mata Atlântica em Minas Gerais

A natureza se renovando. Pesquisadores de Minas Gerais descobriram uma nova espécie de árvore que surgiu em plena Mata Atlântica, numa área de preservação.
Segundo o Departamento de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Viçosa (UFV), ela pertence à família botânica Myrtaceae, a mesma família das jabuticabas, pitangas, goiabas, araçás e gabirobas. Encontrada em uma área de preservação da empresa Cenibra, na região de Coronel Fabriciano, no Vale do Aço (MG). A pequena árvore pode atingir até seis metros de altura.
“Hoje nos resta muito pouco da Mata Atlântica, e muita gente acredita que, por ser o bioma mais povoado, tudo já foi visto e descoberto. Mas trabalhos como este mostram que não: a Mata Atlântica ainda resiste, e temos muito a descobrir sobre ela”, disse o professor da UFV Carlos Eleto Torres.
Como foi descoberta
A descoberta aconteceu por acaso, quando uma árvore florida e com folhas de tamanho incomum chamou a atenção do pesquisador Otávio Verly, enquanto ele fazia um inventário florestal para a tese de doutorado.
Ao compará-la com espécies já descritas, os pesquisadores do Grupo de Estudo em Economia e Manejo Florestal (GEEA) confirmaram que se tratava de uma nova espécie.
A descoberta foi publicada em julho no periódico científico Phytotaxa.
Leia mais notícia boanovvcd
- Árvore considerada quase extinta reaparece na Amazônia após 40 anos
- Árvores dão sinais e avisam antes de vulcão entrar em erupção, descobre a Nasa
- Garota de 12 anos que plantou 140 mil árvores na Índia poderá vir para a COP 30 no Brasil
Outras na mesma região
Segundo os pesquisadores, até o momento, foram localizadas apenas 11 árvores da espécie na mesma região — entre exemplares jovens e adultos.
“As plantas variam entre três e seis metros de altura, possuem folhas longas e caule fino, e se destacam pela grande quantidade de pelos, especialmente no caule e na parte inferior das folhas, conferindo-lhes um tom marrom-avermelhado. Um detalhe marcante é a presença de pontuações translúcidas visíveis na superfície das folhas, característica que inspirou o nome “magnipunctata”, que em latim significa “com grandes pontuações”, informou a universidade.
Próximos passos
“Elas se assemelham muito com Myrcia espiritosantensis e Myrcia megaphylla, plantas também recentemente descritas. Agora, o próximo passo é estudar a ecologia reprodutiva e a população para melhor embasar práticas de conservação da espécie”, afirmou o pesquisador Otávio Verly, um dos responsáveis pela descoberta.
O mapeamento é feito a cada cinco anos para acompanhar os processos demográficos dos fragmentos florestais.
Ainda não se sabe se há outras espécies dela em outras regiões do Brasil, informou a UFV.

The Guardian diz que “Caribe de água doce” fica no Brasil; praias mais lindas do mundo
Cacau Show dá kits de chocolate para garotinho que viralizou com ovo de Páscoa minúsculo
Veja como tirar documentos digitais pelo celular, sem enfrentar filas, no Gov.br
Caramelo que vivia nas ruas de Fortaleza é adotado e se muda para a Suíça
Dólar derrete após cessar fogo no Irã; menor nível desde maio de 2024
Tratamento contra câncer de mama que não cai cabelo já está disponível no SUS
Tem pets? Veja as 10 melhores rações para cachorro à venda no Brasil
O perdão melhora a saúde mental, diz novo estudo da Universidade de Harvard
Escola inteira aprende língua de sinais para que aluno surdo nunca se sinta sozinho
Vídeo engraçado salvou padaria familiar quase falida; hoje tem fila de clientes na porta
Desconhecido tira o próprio o tênis, doa para corredor terminar maratona, e eles se reencontram; vídeo