Brasil repara erro: 100 famílias de mortos na ditadura recebem certidões de óbito atualizadas

Depois de tanta espera, eles conseguiram a reparação do Estado. Mais de 100 famílias de mortos e desaparecidos políticos na ditadura militar (1964–1985), receberam as certidões de óbito atualizadas, corrigidas sobre a verdadeira causa da morte das vítimas.
A cerimônia foi no Salão Nobre da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, da USP. A reparação simbólica também homenageou Rubens Paiva, mostrado no filme Ainda Estou Aqui, o jornalista Vladimir Herzog, jornalista que aparece enforcado na foto forjada pelos militares – que virou símbolo do período – e Carlos Marighella.
Os documentos atualizados responsabilizam o Estado, reconhecem as mortes como: “não natural, violenta, causada pelo Estado brasileiro no contexto da perseguição sistemática à população identificada como dissidente política por regime ditatorial instaurado em 1964”.
Familiares presentes
A cerimônia contou com a presença de familiares das vítimas, como Vera Paiva, Marcelo Rubens Paiva e Maria Marighella.
Ivo Herzog, filho do jornalista Vladimir Herzog, falou sobre a dor sofrida pela família. Para ele, essa retificação das certidões encerra as versões forjadas pelo regime militar.
Herzog, diretor de Jornalismo da TV Cultura, foi assassinado em 1975 nas dependências do DOI-Codi de São Paulo, caso que marcou o início do desgaste público da ditadura, informou o Jornal da USP.
Leia mais sobre reparações da ditadura
- Zuzu Angel: Brasil reconhece que estilista foi morta pela ditadura, 50 anos depois
- Comissão reconhece que Dilma foi torturada na ditadura e concede anistia política com indenização
- Brasil pede desculpas e concede reparação a indígenas perseguidos na Ditadura
Reparação e responsabilização
As novas certidões trazem a correção das causas e circunstâncias das mortes ocorridas durante o regime, substituindo versões oficiais que por décadas omitiram casos de tortura e assassinatos.
A entrega é considerada uma forma de reparação simbólica às famílias das vítimas.
Agora, com a certidão de óbito atualizada, os familiares das vítimas da ditadura poderão receber recursos e pensões do Estado, que passa a ser oficialmente responsabilizado pelas mortes.
Emoção na entrega
Um dos momentos mais emocionantes da cerimônia foi quando os parentes foram convidados a erguer as fotos dos familiares desaparecidos, em um gesto coletivo de memória e reconhecimento.
A ministra dos Direitos Humanos afirmou que esse tipo de crime não prescreve.
“Pessoas desaparecidas políticas no momento da ditadura, esse crime não prescreveu, porque o corpo não foi encontrado. Muitas vezes se sabe que essa pessoa foi retirada da sua casa, mas até hoje a família não tem acesso à verdade sobre o que aconteceu, a gente chama esse crime de crime continuado”, disse a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo.
Assista ao vídeo da cerimônia de reparação dos mortos na ditadura que receberam certidões óbito corrigidas:
View this post on Instagram

Filho de 11 anos recebe mãe cansada com jantar, viraliza e repete surpresa no dia seguinte; vídeo
Brasil registra a menor taxa de analfabetismo da história: menos de 5%
Homem da roça leva caramelo no colo para não queimar as patinhas no calor do PI; vídeo
Campanha de Dia das Crianças arrecada presentes para acolhidos no DF; saiba como ajudar
Idoso carinhoso penteia o cabelo da mulher: “Vou sempre fazer isso, Cabocla”; vídeo
Mega-Sena acumulada vai sortear R$ 85 milhões neste domingo; veja quanto o prêmio pode render
Gringa tem bebê prematuro no Rio e elogia atendimento que recebeu pelo SUS; vídeo
Comissária segura bebê recém-nascido para mãe exausta descansar durante voo: gentileza
Idosos “fogem” para se casar no dia aniversário de 97 anos do noivo; vídeo
Cidades mais felizes de 2026; Happy City Index libera dados inéditos e São Paulo lidera América Latina
Após pressão, Rádio Eldorado de SP volta ao ar em outubro: é oficial; vídeo